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Normalidade e Patologia da Função Materna

As crianças nunca são iguais, assim como as mães também não são. Então quando pensamos na função materna, o objetivo que temos neste curso, é trazer pra você algumas dessas funções, as mais básicas e mais gerais, e fazer um paralelo entre o quanto é importante essa função em uma mãe com um bebê, com uma criança que está crescendo, e essa função num terapeuta que vai receber, muitas vezes, pode até ser um adulto, mas que não teve essa função adequada no período certo e, portanto, quem vai fazer isso é o terapeuta.

A função materna, na linguagem psicanalítica, tem uma função mais ampla do que a função específica e restrita que geralmente as pessoas atribuem à função materna.

Função materna é a função básica primordial para o desenvolvimento emocional de um indivíduo, desde que ele nasce até quando ele constitui a personalidade e se forma enquanto um indivíduo adulto. Nessa fase do indivíduo adulto, podemos inclusive pensar na função materna como a função do terapeuta quando esse indivíduo adulto procura por terapia, pensando e refletindo em questões que provavelmente foram falhas da função materna, ou seja, as pessoas que geralmente não tiveram uma função materna adequada, são pessoas que em geral acabam trazendo algum tipo de sofrimento na fase adulta.

Então o que seria essa função materna adequada?

A função materna adequada é o tempo todo estar se policiando no sentido do posicionamento de quem educa e também pensar no sentido do quanto essa criança consegue já exercer autonomia e frustrar e gratificar essa criança de maneira que não fique em excesso, ou seja, que ela não receba demais, e que ela também não seja extremamente frustrada.

Esse trabalho é muito difícil, inclusive o próprio Freud já colocou que a educação é uma das profissões impossíveis justamente porque é um trabalho que exige muita atenção do educador, de quem está exercendo a função materna, e vai depender também dessa criança, porque cada criança é de um jeito e possui necessidades diferentes.



Conteúdo Programático

  1. Função materna
  2. Maternagem adequada
  3. Mãe “suficientemente boa”
  4. Winnicott
  5. Provedora
  6. Para-excitação dos estímulos
  7. Simbiose adequada
  8. Compreender e decodificar
  9. Senso de continuidade
  10. Presença e ausência adequadas
  11. Frustrar adequadamente
  12. Continência
  13. O que fazer com as necessidades e angústias da criança?
  14. Intuição
  15. Sobreviver aos ataques destrutivos
  16. Direito/necessidade de devanear, imaginar e fantasiar
  17. Discurso da mãe
  18. Emprestar as suas “funções do ego”
  19. Espelho
  20. Reconhecer angústias e capacidades
  21. Favorecer a formação de representações valorizadas e admiradas
  22. Ser Modelo de identificação para o filho
  23. Lenta e gradual dessimbiotização

Docente:

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Sylvia Labrunetti
Doutora e Mestre em Psicologia. Docente e Coordenadora do curso de Psicologia da UNISO. Psicóloga e supervisora clínica na linha psicanalítica.


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